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PM difamado após dar selinho em homem quer punição de quem divulgou imagens
Após o episódio, ele começou a receber ofensas e ameaças de agressão nas redes sociais (Foto: Reprodução/Facebook)

O policial militar que foi difamado na internet após ser filmado dando um selinho em outro homem quer a punição de quem divulgou as imagens.

O soldado Leandro Barcelos, de 27 anos, estava retornando do serviço, de Metrô, quando se despediu de um amigo com um selinho.

Após o episódio, ele começou a receber ofensas e ameaças de agressão nas redes sociais. O policial chegou a pedir proteção da corporação.

"Não posso expor as mensagens, tem muita gente enviando solicitação de amizade também. Muitas mensagens vêm de quem se comoveu com o caso. As ameaças não param também. Não posso comentar porque estou esperando a investigação, mas não são palavras vazias, são carregadas de ódio", relatou em entrevista à Rádio Bandeirantes.

Nesta quarta-feira (11), no programa Bastidores do Poder, o coronel Elias Miller da Silva, da associação Defenda PM, alegou que o problema foi o beijo e não em quem ele foi dado.

O soldado Leandro Barcelos argumenta, no entanto, que se ele estivesse com uma mulher não teria sequer sido filmado. "Foi um beijo de afeto, ternura e carinho. Foi um selinho de despedida e isso não diminui se eu sou menos ou mais profissional", disse.

Ele contou que não se arrependeu do ocorrido e vê o caso como mais um de homofobia. "O problema é um PM beijando um homem, o problema é o beijo. A pessoa não aceita que ali tem um homossexual bem resolvido e militar", conclui.

Há quatro anos da Polícia Militar, o jovem também explicou que foi afastado por licença médica e que agora está tomando remédios para controlar ataques de pânico. "Meu afastamento é psiquiátrico depois do ocorrido, é um pós-traumático, com síndrome do pânico e ansiedade. Eles preferiram, por bem, me manter afastado enquanto não tiver condições de exercer as funções armado".

Entrevistado no 90 Minutos, Leandro contou que o pai, também policial militar, cortou relações. "Ele é meu herói, sou apaixonado por ele, amo demais, é minha referência. Foi um colapso na vida dele. Ele sabia, todo mundo sabia [que é homossexual], abertamente, desde meus 15 e 16 anos. Contudo, ele foi humilhado e chacoteado nos grupos sociais. É muito triste e mais um impacto de tortura psicológica na minha família".

Segundo Leandro Barcelos, no próprio batalhão, onde mora, há mais respeito por parte dos colegas.

Na corporação, o soldado participa do programa Vizinhança Solidária, incentivando os moradores a adotarem medidas capazes de prevenir crimes.

Fonte: Band.
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