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Promotor: situação é de risco iminente em presídio com chefes do PCC
Marcola, número um da facção, está preso em Presidente Venceslau (Foto: Joedson Alves/Estadão Conteúdo)

A situação em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo, é de risco iminente e a transferência de chefes do Primeiro Comando da Capital (PCC) para presídios federais não pode ser descartada. A afirmação é do promotor Lincoln Gakiya, responsável pela denúncia criminal de mais de 300 integrantes do PCC nos últimos anos.

Segundo ele, mais de 200 policiais militares das tropas especiais, como a ROTA e o COI, estão na cidade localizada a 610 quilômetros da capital paulista.

Como a Rádio Bandeirantes revelou com exclusividade, esses homens têm recebido treinamento do Exército para a operação de armas de grosso calibre. O objetivo é impedir eventuais tentativas de resgates de presos membros do PCC, como o número um da facção, Marcos Williams Herbas Camacho, o Marcola. O promotor Lincoln Gakiya teme que o clima de tensão se arraste até o fim deste ano e seja agravado com uma mudança no comando do governo do Estado.

Reações

Em entrevista à Rádio Bandeirantes, ele disse que não acredita que o Estado possa recusar uma transferência dos líderes do PCC por medo de reações, como o desencadeamento de outra megarrebelião, como a ocorrida no início dos anos 2000, e os ataques às forças de segurança, em 2006.

Mesmo com a descoberta de planos de resgates de líderes do PCC, os criminosos não parecem ter aberto mão da ideia. Um sinal disso seria o voo de drones sobre o presídio - os equipamentos de alta tecnologia são controlados à distância e capazes de captar imagens da área.

A possibilidade de ação dos bandidos levou a Justiça a interditar o aeroporto de Presidente Venceslau. A medida que deveria valer até o fim de outubro foi prorrogada por mais 10 dias.

Fonte: Band.
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