A saída de Vitor Hugo Oliveira Simonin da 12ª Delegacia Policial, em Copacabana, foi marcada por um cenário de extrema tensão e revolta popular nesta quarta-feira (04). O jovem, um dos quatro acusados pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos, foi alvo de ofensas e tentativas de aproximação por parte de pessoas que acompanhavam a movimentação no local.
Para garantir que a viatura pudesse seguir caminho em direção ao sistema prisional, foi necessária uma escolta reforçada. Policiais precisaram acompanhar o deslocamento do veículo a pé para conter a multidão, que cercou o carro em protesto contra a brutalidade do crime ocorrido no final de janeiro.
Último suspeito se entregou em delegacia afastada para fugir da imprensa
Enquanto a confusão tomava conta de Copacabana, o último suspeito que ainda estava foragido, Bruno Felipe dos Santos Allegretti, adotou uma estratégia diferente. Para evitar o contato com a imprensa e a fúria da população, ele se entregou em uma delegacia em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, a cerca de 40 quilômetros do local do crime.
Com a apresentação de Bruno e Vitor Hugo, todos os quatro envolvidos estão agora sob custódia do Estado. Os acusados já se tornaram réus no processo após o Ministério Público aceitar a denúncia.
Defesa gera indignação ao culpar vítima
A postura da defesa de um dos acusados causou forte reação entre os presentes na delegacia. Em pronunciamento à imprensa, o advogado Ângelo Máximo negou a participação de seu cliente e chegou a afirmar que não haveria comprovação do estupro, sugerindo uma inversão de culpa contra a adolescente.
A fala foi classificada como "patética" por jornalistas que cobrem o caso. O delegado responsável pela investigação, Ângelo Lages, rebateu as afirmações da defesa, reforçando que o inquérito está embasado em provas robustas.