A Fifa anunciou oficialmente nesta quinta-feira (7) um novo acordo de licenciamento exclusivo com a Fanatics para a produção de álbuns de figurinhas, cards colecionáveis e jogos de cartas.
A decisão marca o fim de uma era de 60 anos com a Panini, empresa que dominou o mercado de colecionáveis das Copas do Mundo desde a década de 1970.
O novo contrato e inovações
O contrato passará a valer integralmente a partir de 2031, utilizando a marca Topps (adquirida pelo grupo Fanatics em 2022). Entre as principais inovações para os colecionadores está a inclusão de patches de camisas reais utilizadas por jogadores em cards oficiais, seguindo o modelo de sucesso das ligas norte-americanas.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, celebrou o potencial de receitas e engajamento da nova parceria:
"Estamos vendo a Fanatics liderar grandes inovações no universo dos colecionáveis, criando novas formas de conexão entre torcedores, clubes e jogadores. Com o alcance global dos torneios da Fifa, isso amplia ainda mais o envolvimento dos fãs e gera novas receitas para reinvestir no futebol, afirmou Infantino."
Michael Rubin, fundador da Fanatics, classificou o anúncio como um "momento histórico", prometendo elevar os itens colecionáveis a um nível nunca antes visto. Além disso, a empresa prometeu distribuir US$ 150 milhões (R$ 738 milhões) em produtos gratuitos para incentivar o futebol de base.
Caos na pré-venda do álbum da Copa de 2026
A notícia da troca de fornecedor chega em um momento de crise para a Panini. Colecionadores brasileiros que adquiriram a versão capa dura do álbum da Copa do Mundo de 2026 na pré-venda relatam atrasos graves. Enquanto o produto já é visto em prateleiras de livrarias, muitos compradores digitais tiveram a entrega adiada para o dia 26 de maio.
A falta de informações claras gerou uma onda de revolta e pedidos de cancelamento nas redes sociais. Até o momento, a Panini não se manifestou oficialmente sobre os atrasos.
Fanatics terá papel central na final da Copa
A presença da Fanatics na Copa de 2026, organizada por EUA, México e Canadá, já será robusta. A empresa operará o varejo oficial nos estádios e áreas de torcedores.
Outro destaque será a realização das coletivas oficiais da final da Copa dentro da Fanatics Fest, em Nova York, no dia 17 de julho. No dia 19 de julho, data da grande decisão, o evento promoverá uma transmissão pública massiva no Javits Center, celebrando o encerramento da primeira Copa com 48 seleções.