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"Baque para a máfia", diz delegado da PF sobre prisão de bicheiro no RJ

Em uma ação classificada pelas autoridades como um "presente para a sociedade fluminense", a Polícia Civil e a Polícia Federal prenderam, nesta quinta-feira (26), o bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, o "Adilsinho". Apontado como um dos chefes mais violentos da contravenção no Rio de Janeiro, ele era o alvo principal de uma investigação que une diversas delegacias de homicídios e o combate à lavagem de dinheiro.

A prisão foi fruto de um trabalho de inteligência da FICCO (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado). Segundo o Dr. Fábio Galvão, da Polícia Federal, esta foi a terceira tentativa de captura do bicheiro, que contava com uma rede de proteção robusta.

"É um trabalho árduo, muito difícil. Foi a terceira tentativa de prisão, que é muito dificultada pela proteção, sobretudo de policiais, de que goza a máfia do jogo do bicho. Hoje conseguimos prender o mais sanguinário dos capos", destacou Galvão.

Adilsinho é apontado como mandante de dezenas de execuções. Entre as vítimas estão rivais do jogo, desafetos pessoais e até agentes de segurança. O delegado Felipe, da Polícia Civil, detalhou que o criminoso já possui três mandados de prisão por homicídio, incluindo o caso de "Marquinho Catiri" e do policial penal Bruno Killer.

Além do jogo do bicho e das máquinas caça-níqueis, o grupo liderado por Adilsinho mantinha um rentável e cruel esquema de fábricas clandestinas de cigarros. Durante as investigações que levaram à sua prisão, a polícia estourou três dessas unidades na Baixada Fluminense.

Em uma das fábricas, os agentes encontraram um cenário de violação de direitos humanos: mais de 20 paraguaios foram resgatados em condições análogas à escravidão. Os trabalhadores eram mantidos em confinamento para garantir a produção em massa que financiava a estrutura bélica e a rede de propinas da organização.

Integração contra o crime

As autoridades reforçaram que a queda de Adilsinho representa um enfraquecimento significativo na cúpula da contravenção atual, que hoje funciona de forma muito mais integrada ao crime organizado e ao domínio territorial do que o bicho tradicional de décadas passadas.

"Foi um grande resultado fruto da resiliência de nossas equipes. Uma ação exitosa fruto dessa parceria, dessa troca de informações de inteligência que resultou em tirar esse grande criminoso de circulação", concluiu a cúpula da segurança pública durante o anúncio da prisão.

Adilsinho agora está à disposição da Justiça e responderá por organização criminosa, homicídio qualificado e exploração de trabalho escravo.

Fonte: Band.
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