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Brasileiros presos por túnel no Uruguai participaram de assalto ao BC

Polícia do Uruguai frustrou um plano criminoso milionário no centro financeiro de Montevidéu ao descobrir um túnel de mais de 200 metros que levaria a cofres de três agências bancárias. O Jornal da Band revela, com exclusividade, que o grupo de brasileiros preso na operação conta com criminosos de alta periculosidade, incluindo o mentor de um dos maiores assaltos da história do Brasil.

O grupo começou a escavar o caminho subterrâneo a partir de um imóvel alugado no meio do ano passado. Enquanto a rotina na superfície parecia normal, o labirinto avançava sob a terra e serviria tanto para o acesso aos bancos quanto como rota de fuga. Ao todo, 11 pessoas foram detidas, sendo cinco brasileiros, além de uruguaios e paraguaios.

Histórico dos envolvidos e o "Assalto ao Banco Central"

O líder da organização é Raimundo de Souza Pereira, de 61 anos, conhecido como "Piauí". Ele possui um extenso histórico em crimes de grande porte, tendo sido o coordenador da escavação do túnel de 80 metros que permitiu o furto de mais de R$ 164 milhões do Banco Central em Fortaleza, no ano de 2005. Naquela ocasião, a parte destinada a Piauí foi de R$ 13 milhões.

Além do crime em Fortaleza, Raimundo Pereira teve papel semelhante na tentativa de furto ao Banrisul, em Porto Alegre, no ano de 2006, visando R$ 200 milhões, ação que resultou em sua prisão na época. Outro brasileiro identificado entre os presos no Uruguai é Eduardo Félix Farias. Ex-estudante de engenharia, Farias registra passagens pelo sistema policial desde 1996 e foi condenado pelo sequestro de 36 familiares de funcionários do Banco do Brasil, no Ceará, em 2001, utilizado para extorquir a gerência de uma agência.

Conexões com o crime organizado e cooperação internacional

Os demais brasileiros detidos possuem histórico como ladrões de banco e são investigados por suposto envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A sofisticação da estrutura montada em Montevidéu reforça a tese de que o grupo é especializado em ações de engenharia criminal complexa.

O serviço de inteligência da Polícia Federal brasileira mantém a troca constante de informações com as autoridades uruguaias para auxiliar no desdobramento das investigações. Existe a suspeita de que outros indivíduos tenham participado da construção do túnel e ainda não foram localizados. O caso segue sob custódia da justiça uruguaia.

Fonte: Band.
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