A Polícia Federal identificou o uso recorrente de uma servidora pública efetiva do Ministério Público da União (MPF), em investigações que envolvem o esquema de corrupção do Banco Master. As informações foram tornadas públicas após a retirada do sigilo de documentos ligados ao inquérito do Caso Master pelo STF.
Os registros apontam que Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Felipe Mourão ou "Sicário", enviava rotineiramente capturas de tela e relatórios em PDF de consultas processuais obtidas por meio do login da servidora. O grupo utilizava esse acesso para monitorar de forma clandestina investigações e expedientes sob sigilo, incluindo processos classificados como de sigilo máximo no sistema Único/Aptus do MPF.
Diferenciação de sistemas e desdobramentos
A investigação policial diferencia os acessos ilegais realizados nos órgãos de persecução penal. Enquanto o login sob suspeita pertencia à estrutura do MPF, as consultas irregulares nos sistemas da Polícia Federal, a exemplo do ePol, utilizavam policiais cooptados do núcleo conhecido como "A Turma", chefiado pelo policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, além de acessos originados na Delegacia da Polícia Federal em Juiz de Fora (MG).