O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, afirmou à sua defesa que não irá mais comparecer na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes bilionárias que prejudicaram aposentados e pensionistas do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS).
Segundo apuração da reportagem, Daniel Vorcaro teme ser “hostilizado em voo para Brasília” e não quer usar o avião da Polícia Federal, como disponibilizado pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), porque “não é criminoso”.
No entanto, o dono do Banco Master ainda avalia o comparecimento na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.
Ida de Vorcaro ao Senado é facultativa, decide Mendonça
Nesta quinta-feira (19), o ministro André Mendonça decidiu que o banqueiro não é obrigado a comparecer aos depoimentos que estão agendados para a próxima semana em comissões do Senado.
O depoimento na CPMI do INSS estava previsto para segunda-feira (23). Já na Comissão de Assuntos Econômicos, foi marcado para terça-feira (24).
Para o ministro, a ida do dono do Banco Master à audiência é facultativa. Vorcaro está na condição de investigado no processo que apura as fraudes no Master. Mendonça é o relator do caso.
Em novembro de 2025, Daniel Vorcaro e outros acusados foram alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal para investigar a concessão de créditos falsos pelo Banco Master, incluindo a tentativa de compra da instituição financeira pelo BRB, banco público ligado ao governo do Distrito Federal. As fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões.