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Delegada explica por que Deolane ficou em silêncio em nova audiência; veja
Reprodução/Instagram

A influenciadora e advogada Deolane Bezerra, presa preventivamente há uma semana na Penitenciária de Tupi Paulista (SP), usou seu direito constitucional de permanecer em silêncio durante depoimento prestado à Polícia Civil na quarta-feira (27). A decisão, que surpreendeu agentes pela estratégia adotada pela defesa, ocorre em meio a graves acusações de envolvimento com organização criminosa, lavagem de dinheiro e associação ao tráfico.

Segundo a delegada Maria Corsato, em entrevista ao Leo Dias no Melhor da Tarde, o silêncio é uma garantia legal básica de qualquer investigado para evitar a produção de provas contra si mesmo. "O advogado que está entrando no caso ainda não conhece a investigação por inteiro. Se ela fala qualquer coisa e depois não encaixa na tese de defesa que eles precisam montar, tudo pode ruir como um castelo de areia", avalia.

Estratégia por trás da carta aberta

Embora tenha mantido silêncio perante as autoridades, Deolane Bezerra divulgou uma carta aberta, escrita de próprio punho, que circulou nas redes sociais. Para a delegada Maria Corsato, essa dualidade de comportamento — calar-se no inquérito e falar ao público — não beneficia a situação jurídica da investigada.

Ela está desafiando o poder público e tentando colocar seus seguidores contra a administração da justiça. O que ela fala na internet ou em cartas não faz parte do processo, que precisa ser crivado pela atuação do delegado, do Ministério Público e do Poder Judiciário.

Desafios nas investigações financeiras

A investigação contra a influenciadora é considerada robusta pelos órgãos de segurança, baseando-se em operações financeiras que, segundo o Ministério Público, seriam incompatíveis com fontes de renda lícitas. Deolane Bezerra sustenta que todos os seus ganhos derivam de contratos de trabalho e atividades empresariais.

De acordo com a delegada Maria Corsato, a defesa enfrentará dificuldades em comprovar a origem desses recursos durante o processo.

Tem operações financeiras ali que ela não vai conseguir explicar. Quando for se justificar, perguntarão sobre transações vultosas. Se ela apresentar um contrato, a empresa pagadora será chamada para provar capacidade financeira. Nesse momento da investigação, eles não têm como explicar essas movimentações.

Fonte: Band.
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