Clube FM 100.5 - Tá na Clube, Tá Legal! | Ribeirão Preto/SP
Ed Motta nega ofensa à garçom e diz ser 'negro, gordo e sem preconceito'
Reprodução/Instagram/edmotta

O cantor Ed Motta negou ter chamado o garçom do restaurante Grado de 'paraíba' de maneira pejorativa durante a confusão que é investigada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro. Em depoimento nesta terça-feira (12), o artista relatou a própria versão sobre os fatos.

No relato, obtido pela coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo e BandNews FM, Ed Motta confirma que ele e os amigos ficaram irritados com a taxa de rolha, cobrada quando o cliente leva o próprio vinho ao restaurante. E que se chateou, mas que não ofendeu ninguém.

Motta conta que ele se surpreendeu com a taxa de rolha. Ele afirmou que se sentiu "chateado e desprestigiado com o fato, tendo em vista que isso nunca ocorrera anteriormente". Ao falar com o gerente, este o explicou que a taxa foi cobrada porque a mesa estava cheia.

Chateado e influenciado pela emoção, Ed Motta conta que pegou a cadeia e a arremessou, mas sem a intenção de acertar ninguém. Sobre a acusação de ter proferido ofensas xenofóbicas para a equipe, ele nega. Ele destacou que é "é neto de baiano e bisneto de cearense, possuindo amplo respeito pelos nordestinos". Além disso, ele citou que é "negro e gordo e repudia qualquer tipo de preconceito".

O músico contou ainda que não viu a confusão que se seguiu, que contou com garrafada e troca de agressões entre outros clientes, os amigos dele e funcionários do Grado. Ele afirmou que soube de tudo "na manhã seguinte" e não presenciou nenhuma briga.

Entenda o caso

Uma simples taxa de rolha de vinho, cobrada por restaurantes para servir vinhos trazidos pelo cliente, virou uma confusão que viralizou nas redes sociais envolvendo Ed Motta, amigos e funcionários do Grado, um restaurante na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Relatado pela coluna de Luciana Fróes no O Globo, o episódio ocorreu no último fim de semana, quando o casal que chefia o local, Nello Garaventa e Lara Atamian, comunicou que o grupo de clientes composto por Ed Motta, Diogo Coutinho do Couto e um terceiro indivíduo teria protagonizado episódios de "extrema violência, agressões físicas, intimidação e condutas discriminatórias dirigidas à nossa equipe e aos clientes presentes no local".

Em pronunciamento, Ed Motta disse ter perdido o controle durante a discussão, mas negou ter atacado os funcionários. "Aconteceu um problema, mas a história não está bem contada. Infelizmente, toda a confusão começou comigo. Fiquei irritado e me descontrolei. Eu estava bêbado e joguei uma cadeira no chão, mas não joguei uma cadeira em direção ao funcionário. Jamais", disse.

Ofensas xenofóbicas e preconceituosas

Em reportagem exibida pelo Fantástico, um dos garçons do estabelecimento — que optou por não se identificar — relatou que o artista e seus amigos proferiram xingamentos preconceituosos e manifestações de xenofobia contra a equipe.

Segundo o funcionário, a irritação de Ed Motta com a taxa de rolha rapidamente escalou para ofensas pessoais. O garçom afirmou ter ouvido frases discriminatórias no momento em que o cantor decidia deixar o local. "Vou embora antes que eu faça alguma coisa com esse paraíba, nunca mais eu volto aqui", teria dito um dos integrantes do grupo.

O uso do termo "paraíba" de forma genérica e pejorativa é enquadrado como xenofobia, pois reduz a identidade de pessoas do Nordeste a um estereótipo discriminatório. Os proprietários do restaurante reforçam que a equipe também foi alvo de insinuações sobre orientação sexual e vida privada.

Fonte: Band.
Carregando os comentários...
Rapidinha Clube com Rodrigo de Lucca
Tá na Clube, Tá Legal! - Ouça nossa programação
Carregando... - Carregando...