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Empresas ligadas ao Banco Master são suspeitas de fraude de R$ 45 bilhões

Um novo desdobramento no escândalo envolvendo o Banco Master aponta para uma fraude bilionária baseada na preservação ambiental fictícia. Empresas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro teriam inflado seus patrimônios em R$ 45,5 bilhões utilizando créditos de carbono sem lastro legal. A manobra é alvo de pelo menos três operações da Polícia Federal: Greenwashing, Carbono Oculto e Compliance Zero.

O esquema utilizava os créditos de carbono — títulos que funcionam como moeda de troca global para compensação de poluição — como ferramenta para valorizar empresas de forma artificial. As companhias Golden Green e Global Carbon, controladas por fundos geridos pela REAG, são os focos centrais da investigação.

Crescimento vertiginoso sob suspeita

A evolução patrimonial das empresas chamou a atenção dos investigadores pela velocidade e desproporção. A Global Carbon, por exemplo, foi fundada como uma pequena loja de armarinhos com capital social de apenas R$ 100. Em apenas três anos, a empresa saltou para uma avaliação de R$ 26 bilhões, chegando ao pico de R$ 31 bilhões.

Essa valorização astronômica foi baseada no potencial de venda de estoques de carbono. No entanto, auditorias realizadas por grandes consultorias internacionais não apontaram a possível fraude, permitindo que os ativos fossem precificados como verdadeiros no mercado financeiro.

Terra pública como base da fraude

A garantia para a geração desses créditos bilionários seria a preservação de uma área de 140 mil hectares denominada Fazenda Floresta Amazônica, localizada em Apuí, no interior do Amazonas. Contudo, o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) afirma que a propriedade é ilegal.

A área pertence à União e está integralmente destinada a um assentamento rural para reforma agrária. Segundo o órgão, a sobreposição foi apontada ainda no ano passado, o que torna os ativos de carbono supostamente gerados no local inexistentes do ponto de vista jurídico.

O elo com a família Vorcaro

As investigações conectam diretamente a família do dono do Banco Master ao esquema. Em 2023, a Alliance Participações — controlada por Henrique Moura Vorcaro e Natália Bueno Vorcaro, pai e irmã de Daniel Vorcaro — passou a deter 80% das unidades de carbono associadas à fazenda em Apuí.

Com a operação suspeita, e sem ter vendido efetivamente nenhuma unidade de estoque de carbono, as empresas conseguiram atrair aportes bilionários por meio de fundos de investimento. O receio de autoridades e investidores é que, diante da ilegalidade da posse da terra, o montante bilionário alocado nesses fundos desapareça sem deixar garantias aos cotistas.

Fonte: Band.
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