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Fábio Porchat debocha do título de “persona non grata”: “Me dá um arrepio”
Divulgação

O humorista Fábio Porchat usou as redes sociais nesta quinta-feira (14) para comentar a aprovação do projeto de lei que o declara "persona non grata" no Estado do Rio de Janeiro. A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) por quatro votos a dois, seguindo agora para votação definitiva no plenário da Casa.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Porchat reagiu com tom de deboche ao saber da decisão. "Tenho mais de 20 anos de carreira, eu já ganhei prêmio, mas nunca pude imaginar que eu fosse conseguir chegar nesse lugar: deputado chateado comigo", afirmou o comediante de 42 anos. Ele acrescentou que a situação o enche de "orgulho".

Críticas à pauta parlamentar

Durante a declaração, o humorista ironizou a escolha dos temas debatidos pelos deputados estaduais. Para o comediante, os parlamentares "podiam estar debatendo segurança pública do Rio, quem vai ser governador, podiam estar atrás de milícia, tentando levar saneamento básico para as comunidades", mas optaram por focar na sua figura pública.

Porchat também fez uma referência irônica aos votos favoráveis à proposta, mencionando a família da deputada Sarah Poncio (Solidariedade). "Eu recebi voto de gente da família Poncio, uma família que tem uma trajetória linda no Rio de Janeiro. Eu falo isso e me dá um arrepio", brincou.

Como o projeto ainda precisa passar pelo crivo dos 70 deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o artista fez um apelo bem-humorado para obter os 41 votos necessários para a aprovação final.

"Por favor, pensem com carinho, me deem essa chance. Eu prometo que vou fazer justiça, vou continuar fazendo os vídeos de comédia sempre", concluiu Porchat. O humorista ainda agradeceu ao grupo Porta dos Fundos e aos seus pais por "ajudarem" a chegar a este momento da carreira.

Como foi a tramitação na comissão?

O projeto é de autoria de Rodrigo Amorim (PL), presidente da CCJ. Na semana anterior, a proposta tinha empatado na comissão, com três votos a favor e três contra, o que levou à retomada da análise até a formação da maioria pela aprovação.

Com o aval da CCJ, o texto é considerado constitucional e segue para votação no plenário da Alerj. A ação, definida pelo próprio Amorim como “meramente moral”, não impedirá que o humorista permaneça ou atue no Rio de Janeiro, mesmo se aprovada.

Justificativa do autor e homenagem a Juliano Cazarré

Na justificativa, Amorim cita esquetes religiosas de Fábio Porchat e sátiras em que o humorista xinga o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo o texto, o “escárnio manifestado pelo referido humorista, em tom de deboche, não apenas atinge a honra do ex-presidente e de seus apoiadores, mas também despreza a liturgia do cargo e os valores democráticos que sustentam a nação”.

O deputado argumenta ainda que “cabe à Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro se posicionar de forma firme contra tais manifestações que extrapolam os limites da liberdade de expressão e configuram ofensa direta a milhões de brasileiros que reconhecem no ex-presidente uma liderança política legítima”.

Paralelamente, Amorim apresentou proposta para conceder uma honraria ao ator Juliano Cazarré, que recentemente lançou um curso sobre masculinidade voltado ao que chamou de “homens bons” e se tornou alvo de piadas e críticas de Porchat.

Ao votar contra o projeto, Luiz Paulo afirmou que a iniciativa representa uma “forma indireta de censura ou retaliação política”. Para o deputado, a expressão ‘persona non grata’ deveria ser usada apenas pela União em questões diplomáticas, e não por assembleias legislativas estaduais. Carlos Minc também votou contra o projeto.

Fonte: Band.
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