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Febre do Nilo Ocidental: Saiba são os sintomas e como se proteger

O avanço de notificações da Febre do Nilo Ocidental acendeu o alerta das autoridades de saúde no Brasil. Dois casos foram confirmados em São Paulo e outros dois em Santa Catarina, onde uma idosa de 77 anos veio a óbito em decorrência da infecção, além de um caso em investigação no Piauí.

De acordo com o médico infectologista Jean Gorintchteyn, entrevistado no Bora Brasil, trata-se de uma infecção viral cujo vetor é bastante conhecido no cotidiano dos brasileiros.

"É uma febre viral, a Febre do Nilo Ocidental. Ela é transmitida por um mosquito Culex, um mosquito pernilongo comum, mas que geralmente compromete algumas áreas do país, como por exemplo a região amazônica. Esse mosquitinho vai lá, chupa o sangue das aves e se contamina", explicou o especialista

Sintomas e complicações

A maioria das pessoas infectadas pelo vírus não desenvolve quadros graves. O médico ressalta que apenas uma parcela menor dos pacientes apresenta sinais clínicos perceptíveis.

"A vantagem é que mesmo o homem não tem sintomas que na maioria das vezes são exuberantes. Pode dar um pouquinho de dor no corpo, um pouquinho de febre, e apenas 20% podem apresentar sintomas", pontuou

Para quem apresenta sintomas leves, o tratamento é focado na medicação sintomática, como analgésicos e antitérmicos, já que não há um remédio antiviral específico para a doença.

O ponto de atenção, no entanto, está nos grupos de risco.

Dentro do grupo sintomático, a proporção de pacientes que evoluem para complicações mais severas ou sequelas neurológicas é reduzida, mas exige acompanhamento:

"Apenas 20% apresentam sintomas. Desses 20%, cerca de 10% — portanto, um número pequeno — podem ter manifestações mais graves, que seriam sequelas ou problemas neurológicos"

Investigação e áreas endêmicas

As autoridades sanitárias seguem rastreando o histórico dos pacientes diagnosticados para compreender a dinâmica de transmissão dos episódios recentes.

"Tanto os casos de São Paulo quanto os de Santa Catarina estão sendo investigados para entender de que forma essas pessoas foram contaminadas. O que se sabe é que algumas delas tiveram viagem para a região amazônica, onde a Febre do Nilo Ocidental é endêmica, ou seja, sabemos da possibilidade de existir o mosquitinho infectado naquelas regiões", finalizou o especialista.

Fonte: Band.
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