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GPS passa a monitorar velocidade de entregadores para reduzir acidentes
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O alto índice de acidentes envolvendo motociclistas nas grandes cidades brasileiras motivou a criação de novas ferramentas de segurança por parte das plataformas de entrega. Um sistema que utiliza tecnologia GPS passou a monitorar a velocidade dos entregadores em tempo real, comparando o desempenho com os limites de cada via, para incentivar um comportamento mais seguro e tentar reduzir a sinistralidade no trânsito.

A iniciativa, já implementada pelo iFood, estabelece um ranking de pontuação para os profissionais. Aqueles que registram boas práticas de condução — como respeito à sinalização e aos limites de velocidade — são beneficiados com uma maior distribuição de pedidos.

Dados sobre acidentes

A medida busca combater uma realidade alarmante apontada pelas estatísticas oficiais. Segundo dados do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, foram registrados 12.008 acidentes envolvendo motociclistas apenas entre janeiro e abril deste ano. No mesmo período, a corporação realizou 5.772 atendimentos específicos para quedas de moto. Em 2025, a Secretaria Estadual de Saúde contabilizou 606 mortes de condutores de motocicletas no estado.

Para os profissionais da categoria, a pressão por agilidade nas entregas é um dos fatores que mais contribuem para o risco. Gustavo Gomes, entregador, afirma que a rotina exige foco total. "Tem que estar com a atenção lá em cima. Eu mesmo sofri acidente na semana passada. Tem que estar atento porque, a qualquer momento, você pode estar no chão. É muito rápido", relata.

Tecnologia como aliada na via pública

O sistema de monitoramento calcula o percentual de quilômetros percorridos dentro dos limites permitidos. A proposta é transformar a obediência às leis de trânsito em um diferencial competitivo para o entregador dentro da plataforma.

"Das cidades onde já implementamos o sistema, dos entregadores que tinham comportamento de risco, 59% já começaram a dirigir melhor, o que mostra a efetividade da nossa ação", afirma Rafael Tartaroti, gerente de segurança viária do iFood.

Para os entregadores, o ganho financeiro acaba ficando em segundo plano diante da necessidade de preservar a integridade física. "A gente controla mais a velocidade e respeita o limite da via. Pensamos muito mais antes de fazer qualquer conversão perigosa", diz um entregador.

João Pedro de Freitas, que também atua no setor, reforça o principal objetivo da categoria. "Andar devagar e respeitar os sinais, porque o importante é sempre voltar para casa vivo. Dinheiro é importante, mas a prioridade é encontrar nossa família e chegar em casa", conclui.

Fonte: Band.
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