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Guilherme Fontes diz que público ainda tem medo dele por vilão de A Viagem
Divulgação/ TV Globo

O ator Guilherme Fontes, de 59 anos, afirmou nesta terça-feira (20), em entrevista ao programa Sem Censura, que ainda passa por situações rotineiras de receio do público por causa de Alexandre, personagem que interpretou em 1994 na novela A Viagem.

Segundo o artista, episódios curiosos acontecem com frequência no cotidiano. "Vivo coisas até hoje; é fabuloso. Eu entro em uma loja, do nada, a mulher se atrapalha e me traz tudo errado. Outro dia fui comer um hambúrguer. Vinte minutos e nada. O cara voltou e disse: 'Desculpa, só mais cinco minutos'. Eu falei: 'Vai me dizer que ela não fez o hambúrguer?'. Ela não fez porque ficou louca, nervosa", relatou Fontes aos risos.

Ele também relembrou um caso ocorrido no Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, onde a presença dele provocou a reação de um funcionário local. "Na Avenida, estava lotado de gente, tinha um segurança enorme, dois metros de altura... Eu parei perto porque era o único lugar que eu tinha perto da grade ali na frente. Ele estava na minha frente e não me olhava. Comecei a vê-lo suar e suar. Deu três minutos, ele saiu", declarou.

Fontes acrescentou detalhes sobre a saída do trabalhador: "Eu falei para a minha namorada: 'Ótimo! Fica aqui'. De repente vem a diretora do camarote e pergunta: 'Aconteceu alguma coisa? O cara pediu para ir embora. Acho que ele ficou com medo de você'. E ele foi embora! Não foi a primeira vez que isso aconteceu".

Comparações e participação em novo filme

O ator também comentou sobre as comparações entre o influenciador Juliano Floss e o papel clássico. "De vez em quando, no Big Brother, ele surge. Esse menino do último BBB, nem sabia que eu existia, estava de cabelo loiro... Esses dias encontrei com ele e disse: 'Oi! Tudo bem? Sou eu'. A gente está fazendo um negócio juntos", adiantou.

Sobre a nova adaptação de A Viagem nos cinemas, na qual Alexandre receberá a interpretação de Pedro Novaes, Fontes confirmou presença no projeto: "Vou fazer uma surpresinha no filme... Ele é ótimo, concentrado e dedicado... Digo até que é mais CDF que o pai (risos). Ele não me procurou. Fez o que fiz. Eu também não procuraria porque acho que eu ia colocá-lo em um quadradinho de tentativas...".

O artista explicou que adotou postura similar ao compor a figura em 1994, sem recorrer a Ewerton de Castro, intérprete de Alexandre na primeira versão do folhetim, exibida em 1975. "Ele tem que inventar alguma coisa do que ele entende do personagem e do roteiro", avaliou.

O ator expressou ainda a sua afeição pela repercussão contínua da produção audiovisual. "Não tenho ciúminho (do personagem), mas tenho o Alexandre como baby. Acho que há possibilidade de eu avançar com isso de alguma forma. Vai sair esse filme e não significa que amanhã eu não possa fazer algum derivado dele para o cinema. É um personagem que virou uma manifestação emocional da pessoa... A figurinha do WhatsApp que a pessoa usa para falar: 'Hoje acordei assim'. Fico superfeliz e orgulhoso", frisou.

Por fim, ele relembrou a intensidade emocional durante a gravação das sequências fundamentais da história televisiva de 1994. "Na época, eu estava muito bem na minha vida. Eu tinha 27 anos. Me lembro fazendo aquelas cenas do começo em que o personagem se mata.. Era uma carga dramática muito forte de vingança. Eu consegui deixar muito claro que eu tinha sido traído e voltava para a terra para ir atrás de pessoas que fizeram mal a ele. Mas ele também protegia a sobrinha. De uma forma, ele acabou sendo adorado. Me chamam de Alexandre todos os dias e eu olho porque tenho o maior carinho", completou.

Fonte: Band.
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