A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro prendeu um homem investigado pelo assassinato de Naire Bezerra Galvão, de 55 anos. O crime aconteceu na Zona Norte da capital fluminense, na residência onde o casal morava. A prisão ocorreu após a apuração policial desmentir a versão inicial apresentada pelo suspeito, que alegava que a esposa havia sido vítima de um mal súbito.
O comportamento do homem e a cronologia dos eventos despertaram a suspeita dos investigadores. De acordo com as informações oficiais da polícia, Naire deu entrada em uma unidade de saúde por volta das 11h30 do dia 9 de maio e morreu menos de uma hora depois de receber o atendimento médico.
Em depoimento formal, o marido afirmou que a vítima passou a noite inteira agonizando antes de ser levada ao hospital. Essa demora injustificada na busca por socorro médico serviu como o primeiro alerta para a equipe de investigação.
Indícios de envenenamento e motivação financeira
O corpo de Naire Bezerra Galvão foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML). O laudo preliminar emitido pelos peritos criminais apontou fortes indícios de envenenamento e descartou, de forma inicial, a possibilidade de morte por causas naturais. O cadáver permaneceu no instituto para a realização de exames complementares laboratórios, que devem identificar com precisão a substância utilizada no crime.
Paralelamente aos exames periciais, os agentes policiais descobriram um comportamento suspeito do investigado logo após o falecimento da esposa. O homem foi até o local de trabalho de Naire com o objetivo de obter as senhas pessoais da vítima e acessar os recursos financeiros dela.
Diante dos fatos, o Poder Judiciário expediu um mandado de prisão preventiva e ordens de busca e apreensão. Os policiais civis cumpriram os mandados no imóvel do casal, onde recolheram aparelhos eletrônicos que serão submetidos à perícia técnica. A linha de investigação se concentra agora em descobrir como o envenenamento foi executado e qual substância foi administrada.
Histórico de crimes semelhantes no Rio de Janeiro
Casos de homicídio por envenenamento apresentam histórico recente no Rio de Janeiro. Em março deste ano, a Justiça condenou Cíntia Mariano a uma pena de quase 50 anos de reclusão.
Ela foi considerada culpada por envenenar a enteada, Fernanda Cabral, que morreu devido à ingestão da substância, e por tentar assassinar o irmão dela, Bruno Cabral, no bairro de Padre Miguel. Naquela ocasião, as investigações comprovaram que a condenada havia misturado o veneno diretamente na comida servida aos jovens.