O Ministério Público de Santa Catarina apontou inconsistências no inquérito que investiga a morte do cão Orelha e vai pedir novas diligências à Polícia Civil.
O inquérito policial sobre a morte do cão Orelha foi analisado por duas promotorias do MP de Santa Catarina. Uma da área da infância e juventude e outra da área criminal.
O entendimento do MP é que são necessários mais esclarecimentos e maior precisão na reconstrução dos acontecimentos.
A promotoria também quer a ampliação da investigação em relação aos familiares de adolescentes acusados de coagir um porteiro. Três adultos foram indiciados por coação. A Polícia Civil ainda não se manifestou sobre o pedido do MP.
No inquérito, a polícia traça todo o trajeto do animal e mostra trocas de mensagens de moradores e pede a internação do adolescente apontado como responsável pela agressão.
O veterinário que atendeu o cão Orelha diz que ele sofreu um golpe contundente na cabeça que poderia ter sido causado por um chute ou um objeto como madeira ou uma garrafa, mas o corpo do animal não passou por perícia.
A defesa do adolescente questiona o inquérito, já que não ha imagens da agressão e um vídeo mostra o cachorro andando normalmente depois do horário que ela teria acontecido.
A polícia pediu à justiça a apreensão do passaporte do adolescente para evitar o risco de fuga.