O observatório europeu Copernicus confirmou que janeiro de 2026 entrou para a história como o quinto mais quente já registrado no planeta. Mesmo com nevascas severas em partes do Hemisfério Norte, a média global da temperatura da superfície atingiu 12,95°C, ficando significativamente acima da média histórica recente.
O relatório destaca uma divisão nítida no comportamento do clima no início deste ano:
Extremos de Calor: O Hemisfério Sul sofreu com recordes de temperatura e incêndios florestais (especialmente na Austrália e América do Sul). Regiões como o Ártico e a Antártica também apresentaram temperaturas acima do normal.
Extremos de Frio: Em contrapartida, a Europa viveu seu janeiro mais rigoroso desde 2010. América do Norte e Sibéria também enfrentaram ondas de frio mortais.
Clima vs. tempo
O texto rebate críticas céticas — como as postagens irônicas de Donald Trump — esclarecendo que "tempo" (evento pontual) não é o mesmo que "clima" (tendência global).
A ciência é enfática: o aquecimento global, impulsionado por combustíveis fósseis, não elimina o inverno. Na verdade, ele desregula o sistema atmosférico, tornando tanto as ondas de calor quanto as de frio mais intensas e frequentes. Como resumiu Samantha Burgess, do Copernicus, o sistema climático atual é capaz de castigar uma região com gelo enquanto sufoca outra com calor extremo simultaneamente.
*Com informações do Estadão Conteúdo.