A 5ª Turma do Egrégio Tribunal Regional Federal da 3ª Região concedeu, nesta segunda-feira (17), habeas corpus ao influenciador Bruno Alexssander Souza Silva, conhecido como Buzeira. A informação foi confirmada à Band pela defesa do influencer.
Buzeira é investigado na operação Narco Bet, da Polícia Federal, que apura um esquema de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio associado ao tráfico internacional de drogas.
“O escritório de advocacia Malavasi Sociedade de Advogados, que patrocina a defesa do influenciador digital Bruno Alexssander Souza Silva, popularmente conhecido como ‘Buzeira’, recebe com serenidade e profundo respeito a decisão colegiada proferida pela 5ª Turma do Egrégio Tribunal Regional Federal da 3ª Região, que concedeu os 2 (dois) habeas corpus impetrados em favor de Bruno, restituindo-lhe a liberdade mediante a fixação de medidas cautelares diversas do cárcere, em prestígio ao princípio constitucional da presunção de inocência”, declarou a defesa em nota.
“Os fatos objeto da denúncia oferecida pelo MPF em desfavor de Bruno serão devidamente esclarecidos no bojo do devido processo legal, de modo que a defesa se manifestará nos autos da ação penal no momento processual oportuno, deixando de tecer comentários a respeito das imputações que lhe são dirigidas, em respeito ao segredo de justiça”, completou.
Buzeira preso desde outubro
O influenciador foi preso em outubro de 2025, durante a Operação NarcoBet, uma ofensiva contra um esquema internacional de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas. Segundo as investigações, Buzeira recebia valores do exterior por meio de criptomoedas, prática usada para mascarar a origem ilícita dos recursos. Ele foi preso na cidade de Igaratá, no interior de São Paulo.
A ação é um desdobramento da Operação Narco Vela, que revelou a atuação de uma rede criminosa responsável por enviar drogas ao exterior por via marítima, a partir do litoral brasileiro.
O grupo, de acordo com a PF, movimentava grandes quantias em apostas eletrônicas, conhecidas como “bets”, usadas para lavar o dinheiro do narcotráfico.
Em junho, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou Buzeira, Rodrigo de Paula Morgado, apontado pela Polícia Federal como o "contador do PCC", Nickolas Tadeu Ribeiro de Campos, o "Rei das Bets", e outros dois investigados pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e falsidade ideológica.