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Justiça manda soltar MC Ryan e Poze do Rodo, presos na Operação Narco Fluxo

O funkeiro MC Ryan SP deve deixar a prisão nas próximas horas após a Justiça Federal conceder nesta quarta-feira (13) habeas corpus ao cantor, preso há cerca de um mês no âmbito da Operação Narco Fluxo, que investiga um suposto esquema bilionário de lavagem de dinheiro ligado a bets ilegais, rifas clandestinas e tráfico internacional de drogas. A decisão também se estende a MC Poze do Rodo e a Raphael Sousa Oliveira, dono da página Choquei.

Ryan está detido desde abril e atualmente cumpre prisão na Penitenciária 2 de Mirandópolis, no interior de São Paulo. A decisão também beneficia o cantor MC Poze do Rodo, que segue preso no Rio de Janeiro. A determinação foi assinada nesta quarta-feira (13) pela desembargadora federal Louise Vilela Leite Filgueiras, da 5ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3).

No caso de Poze e do dono do perfil Choquei, a magistrada entendeu que os fundamentos usados para conceder liberdade a Ryan também se aplicam ao cantor. Entre os pontos citados estão o excesso de prazo para a conclusão das investigações e para o oferecimento da denúncia, além da ausência de denúncia formal do Ministério Público Federal até o momento.

Apesar da soltura, os artistas terão de cumprir medidas cautelares impostas pela Justiça, como a proibição de deixar o país sem autorização judicial e a entrega do passaporte. Poze também deverá comparecer mensalmente à Justiça e não poderá se ausentar da cidade onde mora por mais de cinco dias sem autorização.

A Operação Narco Fluxo apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e organização criminosa envolvendo apostas ilegais, rifas clandestinas e movimentações financeiras milionárias. Segundo as investigações, empresas ligadas ao setor musical e do entretenimento teriam sido usadas para ocultar recursos ilícitos.

Como funcionava a Operação Narco Fluxo

Deflagrada pela Polícia Federal em abril, a Operação Narco Fluxo teve como alvo um grupo suspeito de movimentar mais de R$ 1,6 bilhão por meio de empresas de fachada, depósitos fracionados, contas de passagem, criptomoedas e remessas internacionais. Ao todo, a ação resultou na prisão temporária de 32 pessoas e no cumprimento de 45 mandados de busca e apreensão.

Segundo a PF, a organização atuava com um sistema sofisticado de ocultação de dinheiro no Brasil e no exterior, utilizando recursos do setor musical e do entretenimento para dar aparência legal a valores ligados a apostas ilegais, rifas clandestinas e lavagem de dinheiro. As investigações apontam que o dinheiro circulava em diversas camadas financeiras para dificultar o rastreamento.

A Polícia Federal afirma que o esquema operava com três estratégias principais: pulverização de recursos por meio da venda de ingressos, produtos e ativos digitais; uso de criptomoedas, dinheiro em espécie e transferências sucessivas para dificultar o rastreamento; e utilização de laranjas para esconder os verdadeiros responsáveis pelas movimentações financeiras.

Os investigadores também identificaram práticas como “aluguel de CPFs” e fragmentação de valores, mecanismos usados para driblar sistemas de controle financeiro.

Segundo a investigação, MC Ryan SP era apontado como o centro da estrutura. A PF sustenta que empresas ligadas à carreira artística do cantor teriam sido usadas para integrar recursos ilícitos à economia formal, inclusive por meio da compra de imóveis, veículos de luxo e outros bens de alto valor. O funkeiro foi preso em abril durante uma festa na Riviera de São Lourenço, no litoral paulista.

A investigação também aponta ligação do esquema com o PCC. Um dos nomes citados pela PF é o de Frank Magrini, apontado como operador financeiro ligado à facção criminosa. Segundo os investigadores, ele teria participado da engrenagem financeira do grupo e ajudado no início da carreira de Ryan.

Além dos funkeiros, a operação também teve como alvos o influenciador Chrys Dias e Raphael Sousa Oliveira, apontado como dono da página Choquei. Segundo a PF, Raphael atuaria como operador de mídia do grupo, promovendo conteúdos favoráveis a Ryan e divulgando plataformas de apostas e rifas investigadas.

A defesa de MC Ryan afirmou, em nota divulgada à época da operação, que não teve acesso integral aos autos, que correm sob sigilo, e negou irregularidades. Segundo os advogados, todas as movimentações financeiras do cantor têm origem comprovada e seguem controle tributário regular. A defesa de Poze não havia se manifestado até a publicação da operação.

Fonte: Band.
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