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Laudo aponta marcas no pescoço da PM Gisele e pode indicar luta corporal

Quase 20 dias após a morte da policial militar Gisele Alves, o caso sofreu uma reviravolta com o resultado do laudo de exumação. O documento, recebido pela polícia no final da tarde desta segunda-feira (9), aponta a presença de pequenas escoriações no pescoço da vítima. Essas marcas podem indicar que houve uma luta corporal antes do disparo fatal.

Detalhes do disparo e novas perícias

O laudo pericial detalhou que o tiro foi disparado de baixo para cima, com a arma colada à cabeça, atrás da orelha. Embora a trajetória seja compatível com suicídio, os peritos afirmam que a cena não descarta a possibilidade de feminicídio. A investigação agora aguarda exames que buscam resíduos biológicos sob as unhas de Gisele, o que poderia confirmar definitivamente se ela tentou se defender de um agressor.

A Secretaria de Segurança Pública não esclareceu por que esses detalhes não foram percebidos no primeiro exame realizado pelo IML, tornando necessária a exumação do corpo a pedido da polícia e do Ministério Público.

Inconsistências na versão do marido

O marido de Gisele, o tenente-coronel Geraldo Leite Costa Neto, sustenta desde o início que a esposa se matou enquanto ele estava no banho. No entanto, câmeras de segurança e relatos de testemunhas contradizem sua versão. Uma vizinha afirmou ter ouvido o disparo às 7h28, mas o oficial só acionou o resgate às 7h57 — um intervalo de 29 minutos.

Além da demora no socorro, socorristas estranharam a posição da arma, que estava "bem encaixada" na coxa da policial, e o fato de o sangue já estar coagulado quando chegaram. Outro ponto crítico é a quebra do isolamento da cena do crime: o oficial teria trocado de roupa e tomado banho no apartamento após a chegada de um desembargador, ignorando orientações dos policiais no local.

Defesa e próximos passos

Em nota, a defesa do tenente-coronel Geraldo Neto afirmou que ele não é investigado ou suspeito e que tem colaborado com as autoridades. O desembargador Marco Antônio Pinheiro Machado Cogan, que esteve no prédio logo após o crime, informou que foi ao local apenas como amigo e prestará esclarecimentos à polícia.

A investigação segue em curso para determinar se a cena do crime foi alterada e se a morte de Gisele foi, de fato, um suicídio ou um crime de feminicídio encoberto.

Fonte: Band.
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