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Lula deixa hospital em Brasília após cirurgia de catarata no olho esquerdo
Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi submetido a uma cirurgia de catarata no olho esquerdo na manhã desta sexta-feira (30). O petista já deixou o hospital em Brasília. 

Lula deu entrada no hospital especialista em olhos por volta das 7h25 e deixou o local por volta das 10h. O presidente deve ser liberado para trabalhar nos próximos dias. 

“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou nesta sexta-feira, 30 de janeiro, cirurgia de catarata no olho esquerdo. O procedimento, no CBV Hospital de Olhos, em Brasília, ocorreu sem intercorrências e o presidente já recebeu alta hospitalar”, informou o Planalto em nota. 

“Ele permanecerá esta sexta-feira e o fim de semana na Granja do Torto. Retorna às atividades de rotina na segunda-feira (2). O presidente segue com acompanhamento habitual pelas equipes médicas lideradas pelo Prof. Dr. Roberto Kalil Filho e pela Dra. Ana Helena Germoglio”, acrescentou.

O presidente fez o mesmo procedimento em 2020, mas no olho direito. Os exames pré-operatórios foram realizados nesta quinta-feira (29) e seguiu para Granja do Torto, residência oficial de campo, onde cumpriu agenda durante a tarde. 

O que é catarata 

A catarata é um processo natural de envelhecimento que resulta na perda da transparência do cristalino, que é a lente natural dos olhos, deixando-o opaco e esbranquiçado. Pode ocorrer também por outros motivos, como diabetes, uso de medicamentos com corticoides ou traumas oculares.

Quem tem esse problema tem a sensação de enxergar por meio de um vidro embaçado, como se estivesse em um ambiente esfumaçado ou nublado.

Por meio de procedimento cirúrgico, é possível substituir essa lente natural opaca por uma artificial transparente.

Quando a cirurgia é indicada

Não existe colírio, medicamento ou óculos capazes de reverter a catarata. O tratamento é exclusivamente cirúrgico.

A cirurgia é indicada quando a perda de visão começa a interferir nas atividades do dia a dia, como leitura, trabalho, locomoção ou reconhecimento de rostos. Não é necessário “esperar a catarata amadurecer”, como se acreditava no passado — a decisão é funcional, não estética.

Como é feita a cirurgia de catarata

O método mais utilizado atualmente é a facoemulsificação, considerada padrão ouro no mundo. O procedimento é minimamente invasivo e dura, em média, 15 a 30 minutos.

Funciona assim:

  • o cristalino opaco é fragmentado por ultrassom;
  • os fragmentos são aspirados;
  • no lugar, é implantada uma lente intraocular artificial (LIO).

A cirurgia é feita com anestesia local, geralmente em regime ambulatorial, e o paciente recebe alta no mesmo dia.

Segundo o National Eye Institute, cerca de 90% dos pacientes operados apresentam melhora significativa da visão.

Tipos de lentes intraoculares

Existem diferentes tipos de lentes implantadas durante a cirurgia:

  • Monofocais: corrigem a visão para uma distância específica (geralmente para longe);
  • Multifocais ou trifocais: permitem enxergar melhor para perto, intermediário e longe;
  • Tóricas: indicadas para quem tem astigmatismo.

A escolha depende de fatores clínicos, do estilo de vida do paciente e da avaliação médica. No SUS, o procedimento é oferecido com lentes monofocais.

Pós-operatório e recuperação

A recuperação costuma ser rápida. Em poucos dias, o paciente já percebe melhora da visão, embora o resultado final possa levar algumas semanas.

No pós-operatório, é comum a recomendação de:

  • uso de colírios antibióticos e anti-inflamatórios;
  • evitar esforço físico intenso nos primeiros dias;
  • não coçar os olhos;
  • comparecer às consultas de acompanhamento.

 

Complicações são raras, mas podem incluir infecção, inflamação ou alteração da pressão ocular, reforçando a importância do acompanhamento médico.

Fonte: Band.
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