Márcia Gama, mãe de Oruam, fez um novo desabafo nas redes sociais em meio ao pedido de prisão contra o rapper. Em vídeo, ela pediu para o filho se entregar, negou que ele pensa em fugir do Brasil e disse que ele não está bem.
"Eu sei que houve um descumprimento das medidas cautelares e, mediante isso, foi pedido novamente a prisão do meu filho. Mas eu quero dizer para vocês que entendam... já tem um tempo que o meu filho não está bem", disse.
No vídeo, a escritora disse que a indústria musical o deixou mal. "O que adianta você ser o número 1 do trap? Se você está longe de você, você se perdeu de você. Meu filho adoeceu", afirmou. Ela então pede para Oruam se entregar.
"Hoje eu não tenho o que fazer mais. Todos os dias eu luto. Eu quero que o meu filho se entregue. Eu quero que isso acabe logo, esse tormento. Mas ele também está com medo, ele também chora, ele também sofre, ele também não tem força. Eu queria muito poder pegar meu filho agora. Eu estou muito mal", desabafou.
Ela também questiona a decisão da Justiça em pedir a prisão do músico. "Queria só que tivesse uma oportunidade para o meu filho de rever isso, rever as condições rever essa prisão. Por que prender ele? Por quê? Ele não é um criminoso. Ele não é um bandido, sabe?", disse.
Márcia ainda concorda que Oruam teve um comportamento errado, mas que isso não justificaria uma prisão. "A conduta dele naquele momento foi errada, mas ele também estava sofrendo uma pressão. Tinha pessoas na casa dele de madrugada, armadas e tudo. E toda pessoa que está sob uma pressão, ela tem tendência de cometer alguma coisa", afirmou.
Pedido de prisão contra Oruam
A Polícia Civil realizou no começo do mês buscas em endereços ligados ao artista, incluindo na casa dele na Freguesia, na Zona Oeste do Rio, mas Oruam não foi localizado. Ele é considerado foragido.
No despacho, a juíza Tula Melo aponta descumprimento de medidas cautelares, como falhas recorrentes no uso da tornozeleira eletrônica e deslocamentos durante a madrugada, em desacordo com o recolhimento domiciliar noturno. Relatórios do monitoramento indicam períodos extensos sem registro, atribuídos à falta de carregamento da bateria.
A defesa do rapper alegou que, na verdade, houve uma falha e que a tornozeleira eletrônica não estaria carregando. No entanto, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou que o equipamento estava funcionando normalmente.