Um motorista de ônibus foi agredido fisicamente por duas passageiras em Guarulhos, na Grande São Paulo, na última quarta-feira (28), após se recusar a atravessar um trecho alagado durante um forte temporal na região. As imagens do ataque, gravadas pelo próprio trabalhador, viralizaram nas redes sociais e resultaram na demissão de uma das agressoras, que trabalhava em um colégio.
Em nota oficial, a Prefeitura de Guarulhos informou que o condutor agiu de forma correta e seguiu os protocolos de segurança e o estatuto da categoria ao preservar a integridade dos passageiros e do veículo diante do alagamento. O caso gerou debate sobre os limites do estresse urbano e a violência contra trabalhadores do transporte público.
O confronto começou quando o ônibus parou diante de uma via intransitável devido ao volume de chuva. As passageiras, irritadas com a interrupção da viagem e alegando que o veículo seria alto o suficiente para passar, passaram a proferir insultos verbais contra o condutor antes de iniciarem os ataques físicos.
"Perde a razão quando parte para a violência", analisa Leo Dias
Durante a discussão do caso no programa, Leo Dias ressaltou que o nervosismo provocado pelo cansaço ou pelo desejo de chegar em casa não justifica agressões físicas. Para ele, a atitude da passageira foi determinante para a perda de seu emprego.
Chris Flores avalia que, ao demonstrar esse tipo de comportamento publicamente, a pessoa se mostra inapta para funções educacionais. "A gente entende o cansaço, mas quando agride verbalmente e depois fisicamente, você não está apto a trabalhar, principalmente em um colégio", afirma.
Repercussão e posicionamento oficial
A decisão do motorista de não avançar sobre a água foi elogiada por especialistas em segurança viária, que reforçam o risco de pane mecânica e acidentes em áreas inundadas. O motorista, que registrou toda a confusão, não revidou as agressões, mantendo a postura profissional enquanto era insultado e atingido por chutes.
Segundo informações trazidas pelo Portal Leo Dias, durante o Melhor da Tarde desta sexta-feira (30), a repercussão negativa das imagens foi imediata, levando a instituição de ensino onde uma das agressoras atuava a desligá-la do quadro de funcionários.