O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) solicitou a exumação do cão Orelha para a realização de uma perícia direta que comprove as agressões sofridas pelo animal. No inquérito anterior, a violência havia sido constatada apenas pelo relato do veterinário que realizou o atendimento inicial, sem o suporte de exames laboratoriais ou periciais complementares. Um adolescente é apontado como o responsável pelas agressões.
A promotoria estabeleceu um prazo de 20 dias para que a Polícia Civil conclua as novas frentes de investigação. O órgão também determinou que sejam colhidos novos depoimentos, incluindo os de um porteiro e de um vigilante, para investigar a ocorrência do crime de coação no curso do processo.
A Polícia Civil catarinense afirmou que cumprirá as determinações com celeridade para que a denúncia dos envolvidos seja encaminhada à Justiça com um conjunto probatório robusto.
Investigação sobre conduta oficial
Além do caso de maus-tratos, o Ministério Público instaurou um procedimento específico para apurar a conduta do delegado-geral, Ulisses Gabriel. A atuação do chefe da corporação no episódio vem sendo alvo de questionamentos.
Na tarde desta terça-feira, manifestantes realizaram um ato em frente à sede da Secretaria de Segurança Pública. O grupo cobra agilidade e maior transparência nas investigações que envolvem casos de violência contra animais na região da Praia Brava.
Novas medidas judiciais
- Exumação: Realização de perícia direta no corpo do animal para confirmar lesões.
- Prazos: Vinte dias para a conclusão das diligências complementares pela polícia.
- Testemunhas: Oitivas de vigilante e porteiro sobre possível coação de testemunhas.
- Apuração administrativa: Investigação sobre a atuação do delegado-geral Ulisses Gabriel no caso.