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Músicas por IA ultrapassam 50% dos novos uploads e Deezer promete remoção
Divulgação

A plataforma global de streaming de música Deezer anunciou uma marca histórica e alarmante no mercado fonográfico digital. Pela primeira vez, o volume de faixas criadas por Inteligência Artificial (IA) ultrapassou a metade do total de novas músicas enviadas diariamente para o serviço. A detecção atingiu o seu pico histórico, representando mais de 50% dos novos uploads, com uma média mensal de 90 mil registros sintéticos cadastrados na biblioteca.

Em resposta a esse avanço acelerado e como parte do compromisso de manter um ecossistema sustentável para os criadores de conteúdo, a empresa confirmou uma varredura rigorosa. A Deezer passará a remover de forma definitiva as faixas sintéticas utilizadas para inflar audiências de maneira fraudulenta, além de excluir qualquer música gerada por IA que permaneça sem uma única reprodução por um período de seis meses ou mais.

Em comunicado, o CEO da Deezer, Alexis Lanternier, destacou a importância de proteger a remuneração dos artistas reais diante da enxurrada de materiais automatizados.

“Há quase dois anos, a Deezer está na linha de frente do combate à fraude e da redução da diluição de pagamentos relacionada à música gerada por Inteligência Artificial. Agora que metade de todos os uploads diários são faixas geradas por IA, estamos tomando medidas adicionais para proteger os direitos de artistas e compositores, mantendo o foco na música que os fãs realmente amam”, afirmou o executivo.

Tecnologia de detecção e rotulagem para usuários

A contenção das músicas sintéticas na Deezer apoia-se em uma ferramenta própria de detecção por IA, que já conta com um pedido de patente registrado e opera desde o início de 2025. Esse sistema permite identificar, barrar e remover esse tipo de conteúdo das recomendações editoriais e dos algoritmos de descoberta oferecidos aos ouvintes.

A plataforma também adotou a identificação transparente para o usuário final: o serviço tornou-se o primeiro no mercado de streaming a sinalizar abertamente as faixas sintéticas com etiquetas visuais nas telas do aplicativo.

Para a liderança da empresa, a cooperação entre os grandes atores do mercado de áudio será indispensável para conter abusos e proteger o ecossistema criativo humano nos próximos anos. "Chegamos a um momento crucial, mas temos a tecnologia para acompanhar o desenvolvimento e a ambição de fazer o que é certo. Se a indústria conseguir se alinhar em torno de padrões comuns, poderemos construir um ecossistema musical mais saudável e sustentável, no qual a boa música seja o que prevalece", concluiu Lanternier.

Fonte: Band.
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