A tragédia ocorrida em uma academia de São Paulo acendeu o alerta para a rigidez necessária no tratamento de piscinas de uso coletivo. Segundo as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), a manutenção desses espaços não pode ser feita por amadores ou funcionários sem a devida qualificação, exigindo uma estrutura técnica e física específica para garantir a saúde dos frequentadores.
Para evitar acidentes e reações químicas fatais, os estabelecimentos devem seguir quatro pilares fundamentais:
- Capacitação Profissional: O tratador responsável deve, obrigatoriamente, possuir curso técnico na área.
- Responsabilidade Técnica: O local precisa contar com um químico responsável que assine pelos procedimentos.
- Segurança no Manuseio: O uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) é indispensável para quem manipula produtos como o cloro.
- Infraestrutura de Ventilação: O ambiente da piscina e de armazenamento deve possuir janelas ou dutos de ventilação para impedir o acúmulo de gases tóxicos.
Aposta na tecnologia: o sistema automatizado
Diante dos riscos do manuseio manual, cresce no setor a discussão sobre a obrigatoriedade do tratamento automatizado. Algumas academias em São Paulo já utilizam essa tecnologia há mais de duas décadas para eliminar a possibilidade de erro humano na dosagem de componentes químicos.
O sistema funciona diretamente na casa de máquinas, considerada o "coração" da estrutura. Segundo Décio Takeuchi, diretor de uma unidade que utiliza o método, o processo garante um controle rigoroso dos padrões de qualidade em tempo real. "A automação monitora a água constantemente, evitando a superdosagem que causa irritações ou intoxicações", explica.
Produção interna de cloro "limpo"
Outro diferencial dos sistemas modernos é a capacidade de produzir o próprio agente desinfetante no local. Através de um processo eletrônico, uma solução simples é transformada em um cloro mais puro. "É um processo que resulta em um cloro mais 'limpo', sem os resíduos e estabilizantes encontrados em produtos comerciais de baixa qualidade, o que torna a água muito mais segura para o aluno", detalha Takeuchi.