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PF aponta amizade íntima entre Toffoli e Vorcaro após 12 encontros
ASCOM/STF

Um relatório da Polícia Federal (PF) enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) aponta a existência de uma relação de "amizade íntima" entre o ministro Dias Toffoli e o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Os investigadores chegaram a essa conclusão após identificarem que os dois se encontraram ao menos 12 vezes entre os anos de 2023 e 2024.

A maioria desses encontros ocorreu em eventos sociais, como festas e jantares realizados em Brasília. A Polícia Federal baseou o levantamento em mensagens trocadas entre Toffoli e Vorcaro, além do registro de uma ligação telefônica de seis minutos feita pelo banqueiro ao celular do ministro.

Transação imobiliária e investigação

Apesar de o ministro Dias Toffoli negar qualquer vínculo de amizade ou recebimento de valores de Daniel Vorcaro, ele admitiu ser sócio de uma empresa, ao lado de dois irmãos, que vendeu participações de um resort a um fundo ligado ao dono do Banco Master. Trata-se do "negócio do Tayaya".

Mensagens recuperadas pela PF no celular de Vorcaro revelam cobranças feitas ao seu cunhado, Fabiano Zettel, sobre pagamentos referentes a essa transação. De acordo com os delegados responsáveis pelo caso, os valores envolvidos no negócio chegaram a R$ 35 milhões.

As ligações apontadas pela investigação provocaram uma mudança institucional no STF. Dias Toffoli deixou a relatoria do inquérito, que foi assumida pelo ministro André Mendonça. Em conversas com delegados, Mendonça garantiu "liberdade total" para que a corporação prossiga com as investigações. Na próxima semana, um novo relatório com nomes de parlamentares deve ser entregue ao tribunal.

Tensão entre STF e Receita Federal

Paralelamente, o Supremo vive outro foco de tensão após o ministro Alexandre de Moraes autorizar uma operação da PF contra servidores da Receita Federal. Eles são suspeitos de vazar dados sigilosos de ministros da Corte. Entre os alvos está Ricardo Mansano de Moraes, afastado de um cargo de chefia em Presidente Prudente (SP), suspeito de acessar dados de uma ex-enteada do ministro Gilmar Mendes.

A medida gerou forte reação da Unafisco (Associação Nacional dos Auditores Fiscais). O presidente da entidade, Kléber Cabral, classificou a ação como "intimidatória". Em entrevista ao BandNews TV, Cabral afirmou que "é menos arriscado investigar o PCC do que altas autoridades da República".

Após as críticas públicas à condução do processo por Alexandre de Moraes, Kléber Cabral foi intimado pela Polícia Federal para prestar depoimento nesta quinta-feira. Os servidores da Receita que foram alvos da operação cumprem medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a apreensão de passaportes.

Fonte: Band.
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