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Polêmica de Virginia com a PF pode atingir Leonardo?

As apurações sobre transações financeiras envolvendo a Talismã Digital, empresa ligada à influenciadora Virginia Fonseca, colocaram em evidência o impacto das suspeitas sobre a imagem do cantor Leonardo.

Uma empresa associada ao advogado Willer Tomaz transferiu 17,7 milhões de reais à agência da empresária por meio de cinco repasses via Pix em 2024. A quantia chamou a atenção de instituições financeiras e gerou relatórios enviados ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras, com desdobramentos na CPI das Bets e em investigações da Polícia Federal sobre lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Durante a exibição do programa Melhor da Tarde, na Band, o tema gerou debate entre os apresentadores sobre como o escândalo pode refletir na carreira e na credibilidade construída pelo patriarca da família sertaneja.

Relações comerciais e marcas

O apresentador Leo Dias aponta que a proximidade nominal entre as marcas cria ruídos para o cantor sertanejo, já que o escritório tradicional da família sempre usou o nome Talismã no ramo musical.

Leo Dias destaca que a criação de uma vertente digital para o agenciamento de criadores de conteúdo conecta o patrimônio simbólico do veterano a operações financeiras questionadas pelas autoridades.

Segundo o jornalista, a circulação de quantias expressivas sem clareza imediata sobre a origem dos recursos pode afetar a imagem pública do artista, cuja trajetória tem relevância consolidada na história da música brasileira.

A apresentadora Chris Flores pontua a necessidade de distinguir os negócios, lembrando a existência autônoma da Talismã Music perante as operações voltadas ao meio da internet. Ainda assim, o programa ponderou que a presença de Zé Felipe na sociedade reforça os vínculos entre as questões corporativas de Virginia Fonseca e o núcleo familiar do artista.

A condução dos negócios e a repercussão pública das investigações também foram apontadas como motivos para a postura mais reservada de Leonardo nos eventos sociais da família.

Ao analisar o contexto societário, os debatedores ressaltaram que a agência digital teve suas atividades encerradas em setembro de 2025, meses após o término da relação matrimonial entre Virginia Fonseca e o filho do cantor.

Empresa de Willer Tomaz alvo da PF repassou R$ 17 milhões a Virginia Fonseca

Uma das empresas associadas ao advogado Willer Tomaz, a AMP Pay Marketing e Negócios, repassou R$ 17,7 milhões à Talismã Digital, companhia da influenciadora Virginia Fonseca, em cinco transferências via Pix entre março e setembro de 2024, em operações que bancos classificaram como suspeitas e comunicaram ao Coaf.

Repasse milionário e ligação com casas de apostas

As transações constam de um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) enviado ao Senado, no âmbito da CPI das Bets, e foram detectadas pelo Banco Santander, que apontou movimentações atípicas e notificou o órgão de controle de atividades financeiras.

No mesmo período, Virginia fazia ações publicitárias para a casa de apostas Blaze. A Polícia Federal suspeita que Willer tenha atuação na plataforma, que aparece entre as empresas investigadas em suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas por meio de apostas esportivas.

Empresa é vista como possível fachada

Em 2024, conforme documentos obtidos pela Polícia Federal, Willer informou por e-mail ao Magnum Bank, instituição da qual era cliente, que era sócio ou acionista da AMP Pay. A corporação atribui a ele o controle da empresa.

Uma nota técnica do Ministério da Fazenda indicou que Willer Tomaz foi o maior apostador em plataformas de apostas esportivas no Brasil em 2025, com um volume de R$ 5 bilhões em operações, das quais mais de R$ 200 milhões foram sacados.

Willer é amigo pessoal de Flávio Bolsonaro (PL), senador e candidato derrotado à Presidência. A estreita convivência entre os dois ultrapassou o âmbito social e entrou no radar de investigadores após revelações sobre o compartilhamento de viagens, uso de estruturas logísticas e negócios imobiliários de grande porte, como a disputa por um terreno de luxo em Angra dos Reis. O cruzamento frequente de interesses levou a PF e o STF a apurarem eventuais sociedades ocultas e movimentações financeiras atípicas - as partes negam qualquer tipo de irregularidade.

A Polícia Federal também identificou que o advogado utilizou uma conta na fintech A55 para enviar recursos à Blaze. A instituição financeira classificou as operações como atípicas e encerrou a relação com o cliente, conforme registros enviados às autoridades.

RIF detalhou repasses à empresa da influenciadora

O RIF encaminhado à CPI das Bets detalhou os repasses da AMP Pay à Talismã Digital e foi revelado inicialmente pela revista Piauí, em reportagem posteriormente confirmada pela Folha de S.Paulo. Na época, ainda não havia informação de que a empresa estivesse ligada ao advogado investigado.

O que diz a defesa de Virginia Fonseca

Diante da divulgação das movimentações financeiras, a assessoria jurídica de Virginia Fonseca divulgou nota em que nega qualquer relação da influenciadora com Willer Tomaz.

"O Sr. Willer Tomaz não figura como parte em qualquer contrato celebrado por Virginia Fonseca, que esclarece, ainda, não conhecê-lo e jamais ter mantido com ele qualquer contato ou tratativa", afirma o comunicado.

"Quanto às informações relativas à atuação de terceiros, à composição societária de empresas ou a eventuais investigações, os questionamentos devem ser direcionados aos respectivos envolvidos, a quem compete prestar os esclarecimentos pertinentes", acrescenta a assessoria.

Fonte: Band.
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