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Polícia de SP revela novo organograma do PCC com mais de 100 nomes; confira

O Departamento de Inteligência da Polícia Civil de São Paulo elaborou um novo organograma do Primeiro Comando da Capital (PCC), detalhando a estrutura hierárquica da organização que atualmente é comparada a uma máfia de alcance global.

O documento, ao qual o Brasil Urgente teve acesso, identifica mais de 100 nomes que compõem o primeiro, segundo e terceiro escalões da facção. Os integrantes estão distribuídos em 12 setores operacionais, denominados pelos suspeitos como "sintonias".

De acordo com o levantamento das autoridades, 61 desses indivíduos estão detidos em unidades do sistema prisional, incluindo presídios federais. A investigação aponta uma evolução financeira drástica da organização: os valores movimentados, que anteriormente eram medidos em centenas de milhares de reais, saltaram para a casa das dezenas de bilhões de reais. Esse capital sustenta um estilo de vida de luxo para o alto escalão, envolvendo mansões, iates, helicópteros e joias, financiados principalmente pelo tráfico internacional de cocaína para a Europa.

Reestruturação da Sintonia Final e decretos de morte

A chamada "Sintonia Final", que abriga a cúpula da organização, passou por mudanças significativas desde a transferência das lideranças para o sistema penitenciário federal em 2019. Na época, o conselho era formado por 12 integrantes. Atualmente, o grupo é composto por 14 nomes que, em teoria, possuem o mesmo nível de graduação. Entretanto, a inteligência policial afirma que, na prática, a palavra final permanece com Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola.

O novo mapeamento oficializa a expulsão e a sentença de morte de cinco antigos membros da cúpula, classificados como traidores. Os nomes que aparecem como "decretados" à morte pela facção são:

  • Vida Loka;
  • Cego;
  • Tiriça;
  • Colorido;
  • Andinho.

Conexões internacionais e mentoria de guerrilha

Além dos membros efetivos, o relatório da Polícia Civil cita associados que atuam diretamente nos negócios da organização, com foco em lavagem de dinheiro e logística de exportação de entorpecentes. Um dos nomes destacados no documento é o de Mauricio Hernández Norambuena.

Apontado como mentor de táticas de guerrilha, o chileno — que cumpre pena em seu país de origem — é referenciado por ter compartilhado conhecimentos estratégicos com Marcola durante o período em que estiveram presos juntos no Brasil. Norambuena teria ensinado o modelo de distribuição em células, técnica utilizada por organizações terroristas para descentralizar operações e dificultar o rastreamento pelas forças de segurança.

O documento reforça que o PCC mantém diversas frentes de atuação, desde o controle de pontos de venda em comunidades e centros urbanos até ataques coordenados contra instituições financeiras e forças policiais, consolidando sua transição de facção carcerária para uma organização criminosa transnacional.

Fonte: Band.
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