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Policiais disfarçados filmam 'drive-thru' do tráfico no interior de SP
Band TV

A Polícia Civil de São José dos Campos, no interior de São Paulo, realizou a Operação Trampolim com o objetivo de desarticular um esquema de tráfico de drogas que operava na modalidade "drive-thru". A investigação, conduzida pelo 3º Distrito Policial da cidade, contou com imagens registradas por um policial disfarçado que circulou por bairros monitorados por uma organização criminosa para mapear a função de cada integrante no esquema.

As gravações obtidas pelo Brasil Urgente mostraram a atuação dos "olheiros", que se posicionam estrategicamente em esquinas e rotatórias para monitorar a aproximação de viaturas. De acordo com a apuração, a presença desses vigilantes em pontos centrais das vias públicas foi utilizada para delimitar o controle territorial do grupo na região.

Dinâmica do tráfico e a "Gangue do Telhado"

O registro feito pelo investigador infiltrado revelou o funcionamento do comércio de entorpecentes, onde motoristas formam filas para adquirir as substâncias diretamente da calçada. Em um dos momentos da diligência, o policial identificou cinco veículos aguardando atendimento simultaneamente. Para não levantar suspeitas enquanto realizava a filmagem, o agente chegou a interagir com os suspeitos.

A operação recebeu o nome de "Trampolim" devido à tática de fuga utilizada pelos envolvidos. Através do monitoramento com drones, a Polícia Civil identificou que montes de entulho acumulados em um terreno serviam como degraus para que os suspeitos alcançassem os telhados das casas vizinhas. Por causa dessa característica, o grupo também é conhecido pelas autoridades como a "Gangue do Telhado".

Reincidência e prisões

A estrutura utilizada como base para a quadrilha já foi alvo de intervenções anteriores. Pela segunda vez, tratores da prefeitura foram acionados para retirar o entulho e fechar o terreno que facilitava as fugas. A investigação aponta que o lucro do esquema é elevado, uma vez que a mão de obra utilizada na ponta da venda é considerada descartável pela organização.

Até o momento, o trabalho investigativo serviu de base para manter a prisão de ao menos 15 pessoas. Os investigadores do 3º DP afirmam que outros integrantes da quadrilha já foram identificados e o monitoramento continua para impedir que o ponto de venda seja reestabelecido.

Fonte: Band.
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