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Por que Joelma é chamada de “rainha do Pará”? Relembre carreira da cantora
Reprodução/ Instagram @joelmareal

Joelma celebra seu aniversário de 52 anos nesta segunda-feira, 22 de junho. A artista nascida em Almeirim é chamada de “Rainha do Pará” por uma combinação de impacto cultural, popularidade e identidade artística fortemente ligada ao estado.

A trajetória da cantora começou a ganhar projeção nacional como vocalista da Banda Calypso, grupo que ajudou a popularizar o ritmo tecnobrega em todo o Brasil. A voz, a presença de palco, a identidade visual marcante de Joelma e o bater de cabelos levaram o som paraense para os grandes centros do país nos anos 2000.

Mesmo em sua carreira solo, ela manteve a estética regional com figurinos chamativos e coreografias intensas, consolidando-se como um dos principais nomes da música paraense no Brasil.

Relembre a carreira da cantora

Nascida em 22 de junho de 1974, Joelma não sonhava em ser cantora na juventude; seu desejo era cursar direito. No entanto, sua paixão pela dança a levou a ingressar na banda Fazendo Arte aos 19 anos, onde permaneceu até 1998. Posteriormente, ela criou o grupo "Banda Eu" e adotou o nome artístico Joelma Lins.

Durante a produção de seu projeto solo, ela conheceu o guitarrista Cleidivan Almeida Farias, conhecido como Chimbinha (hoje Ximbinha), que sugeriu a criação da Banda Calypso em 1999. A parceria profissional transformou-se em casamento no ano 2000.

Com a Banda Calypso, a cantora lançou 13 álbuns de estúdio, 10 registros ao vivo e 5 coletâneas. Entre os sucessos marcantes estão "Vendaval", "Dançando Calypso", "Pra Te Esquecer", "Cavalo Manco", "Chão de Estrelas" e "A Lua Me Traiu". O DVD "Banda Calypso na Amazônia" tornou-se um verdadeiro símbolo da carreira do grupo.

Em 2006, o DVD "Banda Calypso Pelo Brasil" ultrapassou 1,25 milhão de cópias vendidas em menos de um mês, rendendo à banda a certificação de "Diamante Quíntuplo". Ao longo de sua trajetória, a artista já vendeu cerca de 20 milhões de álbuns e acumulou três indicações ao Grammy Latino.

O grupo chegou ao fim em 2015, após a separação do casal, motivada pela descoberta do envolvimento amoroso do guitarrista com outra mulher. O rompimento foi marcado por controvérsias judiciais, e Joelma obteve uma medida protetiva com base na Lei Maria da Penha após relatar episódios de agressão no casamento. Ximbinha negou as acusações.

No ano seguinte, a cantora estreou sua carreira solo com o álbum "Joelma", trazendo os sucessos "Não Teve Amor" e "Voando pro Pará". Desde 2022, ela viaja com o projeto audiovisual "Isso é Calypso Tour", que já passou por capitais como Recife, São Paulo, Belém, Vitória e Brasília.

Reconhecimento como patrimônio imaterial paraense

Em 2024, a Assembleia Legislativa do Pará aprovou por unanimidade, em Belém, o projeto de lei que reconhece a obra musical de Joelma como Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado. A autoria é da deputada Lívia Duarte, que destacou o valor social e cultural que a artista agrega ao patrimônio histórico-cultural paraense ao levar os ritmos e as danças característicos do estado aos quatro cantos do mundo.

O reconhecimento destaca a atuação de Joelma como uma das precursoras do ritmo Calypso e sua habilidade singular de cantar e executar coreografias intensas simultaneamente. Seus figurinos coloridos e as icônicas botas de plataforma foram apontados como marcas registradas de sua identidade visual.

A cantora celebrou o reconhecimento reafirmando o orgulho de suas origens:

Meu maior amor e objetivo é levar a nossa cultura, a cultura paraense onde eu vá. Por meio da música, da dança, do figurino. Nosso Pará é muito diverso, incrível e temos muitas coisas boas pra levar para as pessoas. Então eu fico muito feliz e grata pelas pessoas me enxergarem desta forma. Tenho muito orgulho de vir desse Estado e dessa região.

E de fato, ela cumpre bem esse papel. Quem nunca ouviu o famoso refrão? "Eu vou tomar um tacacá, dançar, curtir, ficar de boa", que cita pontos turísticos de Belém como o Ver-o-Peso e o Mangal das Garças, além de iguarias da culinária local como a pupunha e o açaí.

Estreia confirmada no Rock in Rio 2026

A cantora também está confirmada para estrear no festival Rock in Rio na edição de 2026. A apresentação marca a primeira participação da artista paraense no evento. Joelma leva para o seu show uma convidada: Viviane Batidão.

Em 2024, Joelma havia se manifestado publicamente sobre a ausência de músicos da região Norte no line-up do "Dia Brasil", ocasião em que declarou que os sons do Pará e do Norte também constituem música brasileira.

A cantora expressou entusiasmo com o convite para o festival: “Estrear no Rock in Rio tem um significado enorme para mim, é um sonho realizado. Recebi o convite com muita alegria e muita vontade de espalhar cada vez mais a nossa cultura mundo afora”.

Turnê comemora três décadas no circuito de São João

No circuito junino de 2026, a cantora realiza a turnê especial “Arraiá Joelma 30 anos”, projeto concebido para celebrar suas três décadas de trajetória na música nacional. A temporada oficial de shows teve início com apresentações de grande público em Aracaju, no Sergipe, e Vitorino Freire, no Maranhão.

A agenda da maratona de São João da artista conta com mais de 20 cidades confirmadas em estados como Bahia, Sergipe, Piauí e Minas Gerais. Para esses shows, Joelma desenvolveu uma estrutura de palco específica equipada com cenografia em LED, efeitos especiais, figurinos inéditos e um bloco temático no repertório composto por arranjos em ritmo junino.

A artista destaca que o período do São João possui um significado emocional em sua rotina:

São João sempre foi uma época muito especial para mim. Poder levar nossa música para tantas cidades, encontrar esse público caloroso e viver essa energia junina no Brasil inteiro é emocionante demais.

Fonte: Band.
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