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Preço do petróleo volta a disparar com tensão no Oriente Médio
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O mercado internacional de energia opera sob forte volatilidade nesta segunda-feira (11), com os preços do petróleo consolidando altas expressivas devido ao agravamento da crise geopolítica no Oriente Médio. O Petróleo Brent, principal referência para o mercado global e para a Petrobras, apresenta valorização de 4,13%, sendo negociado a US$ 105,47. Simultaneamente, o West Texas Intermediate (WTI) registra alta de 4,52%, cotado a US$ 99,73. Em conversão direta, o valor do barril do Brent atinge a marca de R$ 532,60.

A disparada nas cotações é um reflexo direto da instabilidade no Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais vitais para o escoamento de óleo bruto no mundo.

A via permanece parcialmente fechada após um novo impasse diplomático: o governo dos Estados Unidos classificou como "inaceitável" a contraproposta enviada pelo Irã em resposta a um plano de paz para a região. O bloqueio parcial gera temores imediatos sobre a fluidez do fornecimento global e pressiona os estoques internacionais.

Mediação internacional e impactos no Brasil

No cenário diplomático, as atenções dos investidores se voltam para a Ásia. O mercado aguarda a visita do presidente Donald Trump à China, agendada para a próxima quarta-feira. A expectativa é que uma mediação direta com Pequim possa abrir caminhos para um cessar-fogo ou, ao menos, para a reabertura total das rotas comerciais no Estreito de Ormuz, o que traria alívio às cadeias de suprimento e arrefeceria os preços.

A manutenção do petróleo em patamares elevados coloca pressão adicional sobre a economia brasileira. A especialista em economia ressalta que o avanço do barril acima dos US$ 100 impacta diretamente a política de preços interna, aumentando o risco de novos reajustes nos combustíveis nas refinarias. Para Juliana Rosa, a volatilidade atual dificulta o controle inflacionário, já que o custo do transporte e da produção industrial é sensível às variações do óleo bruto.

O cenário de incerteza global exige cautela redobrada das autoridades brasileiras, dado que o país é um grande produtor, mas também sensível às oscilações do mercado externo.

Fonte: Band.
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