O megatraficante Gerson Palermo, peça-chave na estrutura do Primeiro Comando da Capital (PCC) e conhecido no mundo do crime como "Pigmeu", desembarcou em Campo Grande, Mato Grosso do Sul, na tarde desta quarta-feira (27), após ser extraditado da Bolívia. A operação, coordenada entre a Força Especial de Combate ao Narcotráfico boliviana e a Polícia Federal do Brasil, marcou o fim de uma busca que durava seis anos.
Sob forte esquema de segurança para impedir qualquer tentativa de resgate, Palermo foi conduzido diretamente a uma unidade do sistema prisional de segurança máxima. O traficante, que possui uma condenação de 126 anos de prisão, dividirá o mesmo espaço que outros criminosos de alta periculosidade, incluindo líderes de facções como Marcinho VP, do Comando Vermelho, e o bicheiro Rogério de Andrade.
Rompimento de tornozeleira eletrônica e fuga
A trajetória de Palermo no sistema penitenciário registra uma fuga ocorrida logo no início da pandemia de covid-19. Em abril de 2020, o detido obteve o benefício da prisão domiciliar por meio de uma decisão judicial.
Apenas oito horas após deixar o estabelecimento prisional, o homem rompeu o dispositivo de monitoramento eletrônico que usava no tornozelo. A Agência Estadual de Administração Penitenciária detectou a violação por meio do sistema de controle de vigilância e a Polícia Militar foi enviada para localizá-lo, mas o suspeito conseguiu escapar.
Palermo havia sido preso anteriormente no ano de 2017, durante uma ação policial que resultou na apreensão de 800 quilos de cocaína. As investigações da Polícia Federal indicaram que a organização chefiada por ele operava o transporte de entorpecentes em aeronaves de pequeno porte, partindo do território boliviano com destino ao município de Corumbá, em Mato Grosso do Sul.