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Ribeirão Preto implanta uso de laser para tratar lesões mamárias em mulheres que amamentam
Fotos: Fernando Gonzaga

A Prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, implanta, a partir do dia 26, o uso da laserterapia de baixa potência como recurso para tratar lesões mamárias e reduzir a dor, principais motivos de abandono precoce da amamentação, contribuindo também para a aceleração da cicatrização.

O projeto teve como unidade-piloto a UBS (Unidade Básica de Saúde) do Parque Ribeirão Preto e chega agora a mais oito unidades: UBS Ribeirão Verde, UBS Campos Elíseos, UBS Jardim Juliana, UBDS (Unidade Básica Distrital de Saúde) Castelo Branco, UBS Vila Albertina, UBS Bonfim Paulista, USF (Unidade de Saúde da Família) Paulo Gomes Romeo e UBS Maria Casagrande, com previsão de ampliação para 21 postos ainda neste ano. 

O método é indolor e não invasivo, acelera a cicatrização do tecido e não altera a composição do leite materno, já que a luz do laser atua apenas na raiz do pelo e na pele, sem cair na corrente sanguínea ou interferir no leite. 

Diferentemente de pomadas e outros recursos tópicos já oferecidos pela rede, como a lanolina, o laser age diretamente sobre o tecido lesionado. A luz de baixa intensidade é absorvida pelas células da pele, estimulando os processos naturais de reparação e reduzindo inflamação e dor.

O recurso, no entanto, não substitui o manejo clínico da amamentação, segundo a enfermeira Lilian Pimenta Nogueira, presidente do Comitê Municipal de Aleitamento Materno. “Toda lesão mamária exige que o profissional investigue a causa, avalie a pega, o posicionamento do bebê, entre outros fatores. Não adianta utilizar a terapia sem antes tratar a causa da lesão”, afirma.

Para ter acesso ao tratamento, a mulher deve procurar a unidade de saúde mais próxima, onde passa por avaliação. Caso a unidade não disponha do aparelho, será encaminhada a outra que já ofereça a laserterapia.

A pasta capacitou 35 profissionais para atuar nas 21 unidades que vão receber os equipamentos. O curso foi realizado pela Área Técnica de Aleitamento Materno da Subsecretaria de Atenção à Saúde, em parceria com o Núcleo de Aleitamento Materno da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP).

“Sabemos o quanto a dor pode desanimar uma mãe nos primeiros dias de amamentação. Investir em um recurso indolor e seguro é cuidar da mulher para que ela consiga continuar amamentando”, afirma o secretário municipal da Saúde, Mauricio Godinho.

 

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