O Dia Nacional da Mamografia, celebrado em 5 de fevereiro, chama a atenção para a importância do principal exame de rastreamento do câncer de mama, o tipo de tumor mais incidente entre as mulheres no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), desconsiderando os casos de câncer de pele não melanoma.
Em Ribeirão Preto, dados recentes da Secretaria Municipal de Saúde apontam crescimento no número de procedimentos realizados na rede pública. Até o final de novembro de 2025, foram contabilizados 16.091 exames, contra 14.693 no mesmo período de 2024, indicando um avanço no acesso ao diagnóstico precoce.
“Esse aumento é extremamente positivo, pois amplia as chances de identificação da doença em fases iniciais, quando os tratamentos tendem a ser menos agressivos e com melhores resultados. Muitas vezes, o câncer de mama pode se desenvolver de forma silenciosa, sem sintomas aparentes”, explica o oncologista Diocésio Andrade.
Além do crescimento no volume de atendimentos, mudanças recentes nos protocolos do Ministério da Saúde também devem impactar positivamente o rastreamento da doença. Desde setembro de 2025, mulheres entre 40 e 49 anos passaram a ter acesso garantido ao exame pelo SUS, mediante indicação médica ou por decisão da própria paciente, mesmo sem histórico familiar ou sintomas.
Outra atualização importante foi a ampliação da idade limite para o rastreamento preventivo, que passou de 69 para 74 anos, com a recomendação de realização a cada dois anos.
“Essas novas diretrizes tornam o rastreamento mais abrangente e alinhado ao perfil atual da doença, que tem relação direta com o envelhecimento da população. Com isso, conseguimos reduzir diagnósticos tardios e aumentar as chances de cura”, avalia Diocésio.
O oncologista reforça que a mamografia deve fazer parte da rotina de cuidados com a saúde feminina. “É um exame fundamental para salvar vidas. Quanto maior a adesão, maiores são as possibilidades de detectar precocemente o câncer de mama e oferecer tratamentos mais eficazes e com menor impacto para as pacientes”, conclui.