O Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional de vacinação contra o sarampo voltada a brasileiros que pretendem viajar para a Copa do Mundo da FIFA 2026.
A campanha, que foi denominada como “Vacina é muito Brasil”, reforça a importância da imunização a qualquer momento, como principal medida de proteção individual e coletiva diante do cenário epidemiológico internacional, marcado por surtos ativos da doença nos Estados Unidos, México e Canadá, países que vão sediar os jogos a partir de junho.
A vacina contra o sarampo é ofertada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças, adolescentes e adultos, independente se tem viagem marcada.
Crianças de 6 a 11 meses devem receber a chamada “dose zero”. Pessoas de 12 meses a 29 anos precisam de duas doses. E adultos de 30 a 59 anos devem receber uma dose.
Segundo o Ministério da Saúde, a campanha é para proteger todos os brasileiros que vão viajar e reduzir o risco de reintrodução do sarampo no país. Embora o Brasil mantenha o status de país livre da circulação do sarampo, a intensificação do fluxo internacional de pessoas nos próximos meses acende o alerta para o risco de importação de casos.
A campanha orienta, principalmente, viajantes a verificarem e atualizarem a caderneta de vacinação antes do embarque, seguindo as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação. A vacina é a forma mais eficaz de proteção e evitar a reintrodução do vírus no país.
“Os torcedores que ficam no país também devem verificar sua proteção. A proposta é convidar a todos para ajudar o Brasil a manter um título também importante: o de país livre do sarampo”, informou a pasta.
Casos de sarampo nos países-sede da Copa
O cenário é de crescimento expressivo de casos nos países-sede. Estados Unidos, Canadá e México respondem por 67% dos casos de sarampo nas Américas.
Em 2025, os EUA registraram 2.144 casos e a transmissão continua ativa com mais 1.792 neste ano. O Canadá enfrentou aumento nos casos, com 5.062 registros em 2025, o que levou o país a perder o status de livre da doença. Em 2026, já são 907 casos. O México vive uma situação semelhante: após registrar apenas 7 casos em 2024, o país teve uma escalada expressiva para 6.152 casos em 2025 e já soma 10.002 registros em 2026.
Esse cenário reforça a necessidade de proteção prévia, especialmente para quem participará de eventos de grande concentração de pessoas, como a Copa do Mundo.
‘Vacinar é muito Brasil’
A campanha “Vacinar é muito Brasil”, contra o sarampo, do Ministério da Saúde será veiculada em canais de mídia digital, em parceria com instituições como Embratur, Associação Brasileira de Empresas Aéreas (ABEAR), Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro.
O que é sarampo?
O sarampo é uma doença infecciosa viral, altamente transmissível, que se espalha pelo ar ao tossir, falar ou respirar. Uma pessoa infectada pode transmitir o vírus para várias outras antes mesmo de saber que está doente.
Os sintomas são:
- Febre alta;
- Tosse persistente;
- Coriza;
- Conjutivite;
- Manchas vermelhas pelo corpo, que começam no rosto e se espalham.
Os sintomas costumam aparecer entre 7 e 14 dias após o contato com o vírus. Ao perceber esses sinais, evite contato com outras pessoas e procure uma Unidade de Saúde.
A principal forma de proteção é a vacina. O Brasil oferece a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) gratuitamente pelo SUS. Se não lembrar se tomou a vacina ou não tem comprovante, a orientação é simples, vacine-se. A vacina é segura, gratuita e está disponível nas Unidades de Saúde.
“Estar com o esquema vacinal completo protege você e ajuda a proteger toda a população”, pontua o MInistério da Saúde.