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Servidor é investigado por emitir documentos falsos para liderança do PCC
Reprodução/Jornal da Band

A Polícia Civil do Mato Grosso investiga um servidor da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) suspeito de integrar um esquema criminoso voltado à emissão de documentos falsos para membros do Primeiro Comando da Capital (PCC). O funcionário público teria utilizado seu acesso privilegiado para adulterar dados "de dentro para fora" do sistema, permitindo que criminosos obtivessem identidades com materiais autênticos, porém com informações fraudulentas.

Além da manipulação direta no sistema, a investigação apura o uso de inteligência artificial para a adulteração de fotografias. A tecnologia permitiria que o rosto de um criminoso fosse alterado com precisão — mudando cor de cabelo, presença de barba ou calvície — mantendo a aparência de um documento oficial legítimo para burlar fiscalizações.

O elo com o traficante "Perfume"

O principal beneficiário do esquema seria Ricardo Batista Ambrózio, de 44 anos, conhecido como "Perfume". Apontado como a maior liderança do PCC fora do sistema penitenciário até sua captura, Perfume foi preso em julho de 2025, em Várzea Grande (MT), após passar 12 anos foragido.

As investigações indicam que o servidor da Politec foi o responsável por emitir os documentos que permitiram a Perfume se esconder por mais de uma década na região metropolitana de Cuiabá, onde vivia com a família. Durante as buscas na residência do servidor, os agentes apreenderam, além de documentos, canetas emagrecedoras e anabolizantes.

Importância estratégica do criminoso

A prisão de "Perfume" foi um golpe significativo na estrutura da facção. Ele exercia uma função de extrema confiança, anteriormente ocupada por nomes como Gegê do Mangue, Colorido e Tuta. Sua principal missão no Mato Grosso era a expansão e o estabelecimento do domínio absoluto do tráfico de drogas no estado, ponto estratégico para as rotas internacionais da organização.

O criminoso foi surpreendido por policiais enquanto entrava em um carro popular no estacionamento de um supermercado. A investigação agora busca identificar se outros servidores públicos estão envolvidos na rede de apoio que sustentava a logística de lideranças da facção no estado.

 
Fonte: Band.
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