O cancelamento dos shows que o cantor Pablo realizaria nesta sexta-feira (2) em Boston e no sábado (3) em Newark, nos Estados Unidos, virou caso de polícia e disputa jurídica.
O evento, que também contava com a apresentação do sertanejo Eduardo Costa, foi suspenso às vésperas das apresentações, desencadeando uma troca de acusações públicas entre o artista baiano e a contratante americana Schuina Productions.
Produtora americana expõe prejuízo de R$ 455 mil
A crise veio a público quando Adilson Alves Schuina, representante da contratante nos Estados Unidos, acusou a equipe de Pablo de ter desistido das apresentações de forma injustificada.
Segundo o empresário, a produtora já havia investido mais de US$ 88 mil (cerca de R$ 455 mil na cotação atual) na estrutura dos eventos, passagens e logística. O contratante também contestou abertamente que a causa do cancelamento fosse a falta de documentação migratória adequada.
Equipe de Pablo diz que sofreu entraves logísticos com vistos em Recife
Em resposta, a assessoria jurídica de Pablo enviou uma notificação extrajudicial rebatendo as acusações. Segundo a empresa responsável pela carreira do cantor, a responsabilidade de emitir os vistos da banda era integralmente da produtora contratante.
A defesa explicou que os passaportes com as autorizações só foram liberados no Consulado dos Estados Unidos em Recife na manhã de 30 de setembro. Como o voo da equipe partia de Salvador poucas horas depois, no mesmo dia, tornou-se inviável resgatar os documentos em Pernambuco a tempo de embarcar. Além disso, parte essencial da equipe técnica teve o visto negado pelas autoridades americanas.
O desfalque oculto de Eduardo Costa
A notificação extrajudicial revelou ainda um desdobramento mantido em sigilo: o cantor Eduardo Costa, que dividia o cartaz do evento, já havia comunicado anteriormente que não participaria da turnê internacional.
A equipe de Pablo acusa a Schuina Productions de omissão contra o público pagante, alegando que a empresa já sabia da ausência de Eduardo Costa, mas continuou vendendo ingressos sem avisar os consumidores sobre o desfalque na programação principal.
Devolução de dinheiro e ameaça de processo
Apesar do desgaste e das acusações da contratante, a equipe de Pablo deu o prazo de 48 horas para que a produtora envie dados bancários para o reembolso integral dos valores pagos pelo contrato. Caso o canal de devolução não seja fornecido, o valor será depositado em juízo.
Por fim, o jurídico do artista alertou que acionará a Justiça civil e criminalmente caso o contratante mantenha publicações com "declarações pejorativas" e distorções sobre os fatos.